Análise da tecnologia móvel nas escolas
Com bases nos textos para estudo
percebe-se que as ferramentas da web, a aprendizagem online e as
potencialidades dos dispositivos móveis trouxeram novos e estimulantes desafios
para os sistemas educativos e para os seus profissionais. Um dos principais
desafios prende-se com a necessidade de reconfigurar ambientes (virtuais) de
aprendizagem que respondam às necessidades das “mentes móveis” dos estudantes
desta sociedade digital e em rede.
A escola de hoje não é nem deve ser a mesma de alguns anos
atrás, mas, para tal, é preciso enfrentar alguns desafios e um deles é o uso de
novas tecnologias em sala de aula, em especial a tecnologia móvel, vista muitas
vezes pelo professor como algo que atrapalha e chama a atenção dos alunos
desviando o sentido da aula.
Talvez,
as velhas práticas, as ferramentas ultrapassadas e as metodologias retrógradas
já não são suficientes para suprir as necessidades do atual cenário educacional
brasileiro sendo preciso considerar que
as informações se tornaram mais rápidas e acessíveis, que os estudantes estão
cada vez mais autônomos e conectados e que as
novas tecnologias e mídias sociais estão revolucionando a forma de ensinar e
aprender.
É preciso criar estratégias inovadoras de ensino para
auxiliar no desenvolvimento dos alunos, incluindo o uso
de novas tecnologias. Existem
várias maneiras de introduzir essas práticas em sala de aula - em atividades
pedagógicas, a gamificação, na aplicação de avaliações e simulados e na
proposta de leituras, o uso didático do celular pode auxiliar e motivar os
estudantes no processo de ensino-aprendizagem.
Com efeito, as
salas de aula virtuais, nos LMS, nas redes sociais ou nestas
plataformas de instant messaging, possibilitam
diversos níveis de interação que vão
desde o um para um até de muitos para muitos. As interações, não só com o professor, mas também
com os colegas,
configuram-se, pois, como a
base prática da aprendizagem
em ambiente virtual e tais interações estão fundamentadas pelas teorias de carácter
construtivista e sociointeracionista, uma vez que exigem
a negociação de conflitos
e a partilha
de significados (MONTEIRO; MOREIRA; LENCASTRE, 2012).
Portanto, nas sociedades contemporâneas a importância
da educação digital e em rede tem vindo a acentuar-se por via do
desenvolvimento no domínio tecnológico e da sua cada vez maior presença no
quotidiano social. Os avanços das tecnologias digitais, e em particular da Internet,
têm estimulado de forma decisiva a aprendizagem para além das estruturas
educativas formais, sendo que hoje a aprendizagem em espaços informais na web,
como as redes, constitui um desafio para esta sociedade conectada, na
medida em que estes ambientes reúnem experiências de vida e aprendizagens
autênticas (DOWNES, 2005).
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